Explosão Nuclear ClipartA bomba nuclear, também conhecida como atômica, é uma arma poderosa, capaz de liberar uma grande quantidade de energia durante a sua explosão. Ou seja, é uma arma explosiva com potencial de destruição em massa. Através dela, também é liberado radiação e calor que afeta todo o ambiente natural e causa problemas graves aos seres humanos.

Essas bombas podem ser lançadas por meio de mísseis ou por aviões e foram usadas durante a Segunda Guerra Mundial, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.

Provavelmente o que causou mais impacto para o mundo foram os episódios dessas duas cidades do Japão. Elas foram praticamente varridas do mapa por essa arma de grande potencial destrutivo.

A tal nova arma fazia uso de práticas físicas jamais usadas para armamentos (a fissão nuclear) e também uma nova forma de atingir humanos (a radioatividade). A bomba que caiu em Hiroshima tinha um potencia de 13 mil toneladas de TNT (explosivos usados na época da guerra). A cidade de Nagasaki teve 90% de suas construções destruídas parcialmente ou totalmente. Foi a demonstração de força que os norte-americanos queriam e também um golpe determinante para a queda do Japão no conflito.

As Bombas da Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial foi um evento de grande importância para a história mundial. A vitória dos "aliados” contra o “eixo” foi resultado de uma batalha que acumulou, aproximadamente, 50 milhões de mortos. Liderados pelos Estados Unidos, os aliados derrotaram, um a um, Alemanha, Itália, Japão e seus aliados. Hitler, grande símbolo do nazismo e figura perseguida pelos norte-americanos, viu suas forças ruírem à frente a força militar aliada e se suicidou em 1945 (ano em que a guerra chegou ao fim).

O país asiático nunca havia perdido uma guerra, mas a tradição de batalha não conseguiu se manter de pé após os fortes ataques nucleares. Mesmo anos depois desse acontecimento, milhares de pessoas morreram pela herança radioativa das bombas nucleares.

Anos se passaram após o episódio da bomba atômica e da radioatividade, mas esse assunto ainda continuou dentre os mais discutidos e abordados. Novas formas de bomba, como a de hidrogênio (muitas vezes mais potente que a bomba atômica), viram notícias de avanços no campo bélico. A radioatividade  também se encaixou em outras aplicações. Algumas benéficas para o ser humano e outras não.

O uso dessa bomba revolucionou o conceito de destruição, abriu nossos olhos para o potencial destrutivo que temos nas mãos e nos fez pensar até onde se pode ir para ganhar um guerra. Entre bombas, números de mortos e potência de armas, não podemos nos esquecer de que somente uma vida já tem importância suficiente para a anular esses métodos. 

O uso da bomba atômica foi um dos principais motivos que levaram a desistência dos japoneses na guerra e, por consequência, resultaram no fim da Segunda Guerra. Foi a primeira arma de destruição em massa e com uso de radioatividade usada em guerras. O grande estrago e sua importância no conflito eternizaram o episódio que aconteceu no dia 6 de agosto (quando a primeira bomba foi lançada contra Hiroshima) e no dia 9 do mesmo mês (data da bomba de Nagasaki) no ano de 1945.

Originalmente, o destino da bomba seria a Alemanha, mas com a sua conquista (por causa do suicídio de Hitler) os militares desistiram. No entanto, mesmo depois da queda alemã e da desistência italiana, o Japão se manteve resistente à ideia de rendição. Essa resistência, somada ao ataque de Pearl Harbor (ataque a uma base norte americana danificando vários veículos marinhos de guerra, além de causar mais de duas mil mortes) motivou o presidente norte americano, Harry S. Truman, a organizar uma ofensiva contra o Império Japonês.

Testes com a Bomba

Sendo testada em Los Alamos, no México, o projeto da bomba nuclear era inovador e de grande potencial destrutivo. Seu conceito vinha de uma novidade no mundo da física: a possibilidade de fissão de um núcleo.

Essencialmente, depois da descoberta da estrutura de um átomo (com elétrons circulando em volta de um núcleo de prótons e nêutrons), tinha-se o conceito de que era possível trabalhar com manipulação e mudanças de elétrons, mas não fazer modificações no núcleo de um átomo. Por meio de estudos que usavam inclusive a formula deduzida por Einstein ( Energia= m.c2), se chegou a uma forma de divisão do núcleo de um átomo.

A tática era bombardear esse núcleo com nêutrons. Quando esse nêutrons atingiem e dividem esse núcleo, além da formação de outro elemento, existe a liberação de energia. Acontece uma reação em cadeia e faz com que essa energia atinja níveis muito altos de destruição. Nesse processo ocorre também a liberação de radioatividade, outro mal que a bomba atômica trazia aos locais que atingiu.

Com todo esse poder nas mãos e com apenas o Japão pela frente, o governo norte americano fez seu ultimato ao Império esperando uma resposta que confirmasse sua rendição, no dia 26 de julho de 1945, A Declaração de Potsdam, assinada por Truman, visava esse acordo. Um dia depois o Japão ainda negava a rendição, motivado pelo fato de nunca ter perdido uma guerra.

A força militar norte americana buscava uma forma de mostrar superioridade sobre as forças japonesas. Buscavam um ataque de grandes proporções, que não deixariam escolhas ao Japão a não ser a rendição e, assim terminar a guerra com “chave de ouro”. Iniciaram o projeto Manhattan, um projeto que unia Estados Unidos, Canadá e Reino Unido com intuito de construir a arma que usaria essa força atômica. Depois dos testes realizados no dia 16 de julho de 1945 no México, restava apenas a escolha dos alvos.

Bombas de Hiroshima e Nagasaki

Hiroshima e Nagasaki foram as cidades escolhidas por serem de grande participação na atividade econômica do país. Não eram, necessariamente, as cidades com mais potencial bélico, mas significaria uma grande perda de mantimentos e um grande impacto psicológico. Além delas, Kyoto, Yokohama e Kokura foram selecionadas como possíveis alvos.

Hiroshima era unanimidade entre os oficias militares para ser atingida pela bomba. Pela sua alta importância econômica para o Japão, por ser um local estratégico para a comunicação das forças japonesas e também por ser um ponto de armazenamento tinha a preferência para ser atingida. Além desse fatores, a grande quantidade de construções em madeira, era um fator positivo para que o efeito do bomba fosse ainda maior.

Nagasaki também tinha alta importância industrial pela presença dos portos que possuía, além da produção de material bélico (como caminhões e armas). Apesar de sua importância, também tinha a maioria de suas construções em madeira por não ter sido criado um “planejamento urbano” que organizasse o crescimento da cidade. No dia primeiro de agosto, um ataque aéreo usou bombas para atingir a cidade que sofreu muitos danos. Depois desse ataque, muitos foram evacuados da cidade, o que ajudou a diminuir o número de feridos no ataque seguinte, que seria o ataque nuclear.

A primeira bomba, aplicada contra Hiroshima, aconteceu no dia 6 de agosto de 1945. Enola Gay foi o avião que carregava a bomba e tinha esse nome por ser o mesmo da mãe do piloto Pal Tibbets. A bomba foi armada durante o voo para evitar imprevistos na decolagem ou na base americana. Willian Parson, capitão da marinha, foi o responsável por preparar a “little boy” ( apelido dado à bomba) para seu destino.

O avião foi seguido de mais dois: The Great Artist e o Necessary Evil (“o grande artista” e “mal necessário”, respectivamente), que tinham a função de registrar o momento em que a bomba atingisse a cidade. Apesar de terem sido captados pelos satélites japoneses, não foram interceptados por serem em número reduzido e, portanto, considerados inofensivos ou confundidos com aviões meteorológicos.

Bomba AtômicaÀs oito horas e quinze minutos, a bomba atômica foi lançada em Hiroshima com uma potência de 13 mil toneladas de TNT deixando entre 70 a 80 mil mortos (desconsiderado os que viriam a morrer por incidência do câncer causado pela radioatividade liberada pela bomba) e destruindo, totalmente ou parcialmente, 90% das construções da cidade.

Já Nagasaki foi bombardeada no dia 9 de agosto . O avião que levava a segunda bomba atômica, apelidada de “fat man”, foi chamado de Bockscar e era pilotado por Charles W. Sweeney. O avião partiu com o intuito de jogar a bomba na cidade de Kokura, mas no dia, a cidade estava coberta por nuvens e o avião apresentava uma falha que fazia perder combustível de forma muito rápida. Em meio a essas dificuldades, foi decidido ir para o alvo secundário: Nagasaki.

O aviões, assim como em Hiroshima, tinham sido avistados, mas também não foram interceptados. Aproximadamente às 11h e 2 minutos, a bomba “fat man” foi jogada em Nagasaki matando cerca de 40 mil pessoas instantaneamente. Os números variam, mas também aproximadamente, de 80 mil pessoas morreram em Nagasaki em decorrência da bomba atômica.

Trajetória da Bomba Nuclear

A bomba nuclear foi algo determinante para o rumo que a Segunda Guerra Mundial tomou. O grupo dos aliados (União Soviética, Estados Unidos, China, Polônia, França e o Império Britânico) já havia derrotado a Alemanha e a Itália, dois dos três lideres do eixo. Só restava o Japão. A bomba foi evento que culminou com a desistência do país na guerra e acumulou cerca de 140 mil mortos na cidade de Hiroshima e 80 mil pessoas em Nagasaki.

No dia 8 de maio de 1945 foi anunciada, pelo rádio, a desistência da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. A desistência foi praticamente decretada no dia 30 de abril, quando Adolf Hitler e sua esposa Eva Braun se suicidaram. A Itália, que já havia dado sinais de derrota há mais tempo, se rendia incondicionalmente no dia dois de maio de 45. Mussolini já havia saído do poder e quando ele tentava fugir do país, rumo à Suíça, foi capturado, julgado e morto no dia 27 de abril do mesmo ano.

Mesmo depois das desistências das outras duas potências do eixo, o Japão se manteve resistente contra os aliados. Apesar da cúpula do país ter em mente a desistência, os generais se mantiveram contra a ideia, muito em conta pelo fato de Japão nunca ter perdido uma guerra. O japão fez um ultimo ataque com o a invasão de Pearl Harbor. O ataque feriu o orgulho do governo norte-americano e isso faria com que a simples conquista do Japão não fosse suficiente. Como resposta, os Estados Unidos queriam dar uma resposta que mostrasse força militar e que não deixasse outra opção além da rendição japonesa.

Ao longo da guerra, ataque aéreos às cidades japonesas foram frequentes, mas nenhum deles foi, ou viria a ser, de tamanho estrago como os das bombas atômicas. Tanto é que, historicamente, as bombas jogadas contra Hiroshima e Nagasaki foram, oficialmente, ao único momento onde usaram armas nucleares contra civis numa guerra. Outras bombas nucleares já foram usadas em testes antes e depois do incidente no Japão.

Com a conquista da Europa por parte dos aliados, foi feita a “declaração de Potsdan”' que fazia um “apelo” à rendição dos Japão. A declaração foi redigida no dia 26 de julho, sendo que, no dia seguinte, o Japão responderia negativamente ao pedido dos aliados. A resistência não era uma unanimidade no Império japonês, mas seus generais faziam questão de se manter na guerra. Truman, que havia substituído o falecido Franklin Roosevelt, apoiou a fabricação das bombas para que a guerra não se estendesse por mais tempo, havia a necessidade, segundo Truman, de acontecer uma real demonstração de força destrutiva para que o Japão não tivesse outra escolha além da rendição.

As bombas foram construídas pelos Estados Unidos e tinham grande importância na estratégia dos aliados de terminar a guerra. Apelidadas de “Little Boy” (a primeira, que foi jogada em Hiroshima) e “Fat Man” ( lançada em Nagasaki) foram construídas com a autorização e apoio do então presidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman. O segredo da fabricação e do plano de detoná-las foi fortemente guardado até que no dia seis de agosto de 1945, a primeira foi lançada sobre Hiroshima e no dia nove de agosto do mesmo ano, “Fat Man atingiu Nagasaki. Menos de uma semana depois, no dia 15 de agosto o Japão assinaria seu rendição incondicional.

Depois da rendição, o Japão foi ocupado pelos Estados Unidos e teve enormes prejuízos econômicos, humanos em praticamente todos os sentidos do Império Japonês. Com o passar dos anos, o país teve um crescimento econômico espantosos e voltava a ser uma grande potência econômica na década de 80. Mesmo tendo uma recuperação incrivelmente rápida, sofreu por vários anos com altos índices de câncer, devido à radioatividade que o país absorveu no ataque.

Desde a explosão das bombas nucleares, até hoje, se discute se realmente era necessário o uso das bombas. Estudiosos contrários à aplicação da bomba dizem que o Japão já estava em processo de rendição, inclusive houve a tentativa de disso frente ao Estados Unidos, essa não foi aceita porque os norte-americanos exigiam rendição incondicional. Já os que defendem o uso das armas nucleares dizem que seu uso poupou muitas vidas, americanas e japonesas, que seriam perdidas num confronto direto entre o Japão e os aliados.

Acontecimentos que Envolveram a Bomba Nuclear

  • Calendário Fevereiro Clipart6 de agosto de 1945 - Explosão da primeira bomba atômica, em Hiroshima;
  • 9 de agosto de 1945 - Explosão da segunda bomba atômica, em Nagasaki;
  • 11 horas 02 minutos - Horário aproximado da explosão em Nagasaki;
  • 8 horas 16 minutos 8 segundos - Horário da explosão em Hiroshima;
  • 30 de abril de 1945 - Data do suicídio de Hitler;
  • 8 de maio - Rendição da Alemanha na Segunda Guerra Mundial;
  • 13 000 toneladas de TNT - Potência de bomba de Hiroshima;
  • 600 metros - Distância de que a bomba tinha, em relação ao solo, quando explodiu, em Hiroshima;
  • 60 Kg - Peso do Urânio-235, contido no interior da primeira bomba atômica;
  • 242.437 - Pessoas mortas em Hiroshima, em decorrência da bomba;
  • 6,4 Kg - Peso do Plutônio-239 contido no interior da bomba de Nagasaki;
  • 40 000 - Número de pessoas mortas instantaneamente, em Nagasaki, na ocasião da bomba;
  • 80 000 - Número de pessoas mortas ao todo em Nagasaki;
  • 2 de setembro de 1945 - Data da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial;
  • 50 000 000 - Número aproximado de mortos na Segunda Guerra Mundial.