Bomba de Hidrogênio
   bombahidrogenio A bomba de hidrogênio é, até o momento, a arma mais destrutiva que o homem pôde construir. Tem um potencial destrutivo milhares de vezes maior do que a bomba atômica que conhecemos. Seu funcionamento consiste na fusão de materiais semelhantes ao hidrogênio. Apesar já terem sido usadas em testes a sua produção ficou proibida pelo seu grande potencial destrutivo, sendo que, numa possível guerra nuclear, o mundo inteiro seria prejudicado com o seu uso.

    Tal bomba se baseia na fusão de dois núcleos de átomos de hidrogênio. Desde a década de 20, já havia pesquisas que comprovavam a potência da fusão de hidrogênios; no entanto, o hidrogênio “comum”, que encontramos em abundância da atmosfera, reage de forma muito lenta, o que dificulta o seu uso para explosivos.

    Na década seguinte, se descobriram espécies diferentes de hidrogênio: o deutério e o trítio. Os dois são isótopos do hidrogênio e têm uma diferença vantajosa em relação a ele: são mais pesados, logo, conseguem reagir mais rápido. De forma mais simples, seus núcleos são mais pesados que o do hidrogênio, sendo mais rápido para reagir, como por exemplo, a fusão. Com essa descoberta e a autorização do então presidente do Estados Unidos,  Harry S. Truman, autorizou um processo de fabricação da primeira bomba de hidrogênio. Sua explosão aconteceu no dia  primeiro de novembro de 1952. Esse teste teve sucesso, tanto que a explosão dessa bomba resultou numa força de 10,4 megatons. Essa quantidade equivale mais de 10 milhões de toneladas de TNT. Pode-se constatar que a bomba de hidrogênio têm potência pra ser até 750 vezes mais forte que bomba atômica usada na Segunda Guerra Mundial.

    Depois dos Estados Unidos, a antiga União Soviética, China e França também chegaram a essa tecnologia e testaram suas respectivas bombas. No entanto, a ONU ( Organização das Nações Unidas) entraram num acordo, em cinco de março 1968, de proibir a disseminação de armas nucleares por países que ainda não tivessem essa tecnologia.

    A bomba funciona através da fusão dos dois isótopos do hidrogênio: deutério e trício. A primeira coisa que o explosivo providencia é uma implosão, de forma a prover o calor e a pressão necessários para que esse dois elementos possam fazer a fusão. Feito isso, os dois elementos reagem e uma quantidade de energia é liberada por essa fusão é a principal responsável de todo o poder da destruição causada pela bomba.

    Seus efeitos são, logicamente, de destruição em massa, mas vai além da pura ideia de derrubar estruturas físicas, como casas  e prédios. Além desse efeito, a bomba solta uma onda eletromagnética que acabaria com o sistema elétrico do local atingido; isso inclui aparelhos eletrônicos e outros. Poderia também acontecer o chamado “inverno nuclear” que se configura pela poeira ( carregada de material toxico resultantes da bomba de incêndios causados) que não permitiria que a luz do sol passasse, resultando numa queda brusca de temperatura.
    
    Uma diferença entre a bomba de hidrogênio e a atômica é o nível de radioatividade que ela libera no local após explodir. Ela usa como principal fonte de energia a fusão de dois núcleos e esse processo não produz muito material radioativo após o processo de detonação. Ainda que exista essa radiação, esse valor tem sido cada vez menor, fazendo com que essas bombas fiquem conhecidas como bombas limpas ( bombas que liberam pouco ou nada de radioatividade quando detonadas). Já a bomba nuclear é considerada uma bomba suja, por liberar grande quantidade de radioatividade no processo de explosão. Isso porque a bomba atômica funciona, principalmente, à base da fissão de um núcleo (artifício em que se divide um núcleo) e essa forma de detonação produz muita radioatividade, que acaba espalhada no espaço que ela atinge.


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